Funcionários da Disney e Universal são alvos de operação contra exploração sexual de menores

Uma operação policial realizada durante sete dias no estado da Flórida, nos Estados Unidos, terminou com 281 pessoas presas por suspeita de tráfico humano e crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Entre os investigados estão 17 funcionários da Disney e da Universal Studios. A ação foi encerrada na sexta-feira (30) e é considerada a maior operação infiltrada já realizada pelo Gabinete do Xerife do Condado de Polk.

Batizada de Polk Around and Find Out II, a operação teve como foco duas frentes de investigação: o combate a redes de exploração humana e a identificação de adultos que viajavam até a região para encontros com menores de idade. Segundo o balanço divulgado pelas autoridades, 239 pessoas foram presas por suspeita de tráfico humano, 31 por crimes de predação sexual infantil e outras 11 por infrações relacionadas.

Entre os alvos estão 13 funcionários da Walt Disney World e quatro do Universal Studios. Sete deles são suspeitos de tentativa de abuso sexual de menores. Um dos casos citados pelo xerife Grady Judd envolve Colin Klaco, de 24 anos, ex-funcionário que interpretava o personagem Mickey Mouse. Ele foi abordado pelos agentes com duas mochilas contendo fraldas infantis.

Outro funcionário da Disney foi preso enquanto usava o uniforme da empresa e se dirigia a um encontro com um investigador disfarçado, que se apresentava como um menino de 13 anos. A polícia informou que a empresa colaborou com as investigações e demitiu os funcionários envolvidos.

A operação também levou à prisão do treinador principal de uma equipe esportiva de Davenport, que atende jovens entre 11 e 14 anos. Ele foi interceptado enquanto se dirigia a um encontro com alguém que acreditava ser uma menina de 14 anos. Um integrante da Marinha dos Estados Unidos também está entre os detidos.

O balanço aponta ainda que 32 dos presos estavam em situação migratória irregular nos Estados Unidos. Desse total, 16 foram transferidos para a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Durante as abordagens, os policiais apreenderam armas de fogo com 24 suspeitos e identificaram outros nove que cumpriam liberdade condicional no momento das prisões.

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