Uma megaoperação da Polícia Civil da Bahia deflagrada na manhã desta sexta-feira (22/05) desarticulou uma organização criminosa de alta periculosidade especializada no tráfico de drogas de luxo, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. Batizada de Operação Naufragium, a ação cumpriu 13 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. O grupo, que ostentava uma estrutura altamente profissional, faturava cerca de R$ 500 mil por semana vendendo entorpecentes com alto grau de pureza para clientes de classe média e alta, além de lideranças de facções.
Conforme apuração do Informe Baiano, as investigações apontam que o bando usava redes sociais e grupos fechados de mensagens para comercializar e distribuir os produtos. Dos 13 presos na ofensiva, 11 foram capturados em Salvador, um em Nossa Senhora do Socorro (SE) e uma influenciadora digital/blogueira na cidade de São Borja (RS). Durante as abordagens, cinco dos alvos também acabaram autuados em flagrante por estarem com carregamentos de entorpecentes em mãos.
Entre as prisões de destaque na capital baiana está a de uma mulher apontada como a atual chefe do bando. Ela foi localizada e presa no bairro de Vila Canária. Segundo os investigadores, ela assumiu o comando da organização criminosa logo após a prisão do seu companheiro, o antigo líder, que havia sido capturado em dezembro de 2025.
No bairro do Cabula, os policiais civis estouraram um apartamento que funcionava como o centro logístico e laboratório do bando. No imóvel, um casal foi preso em flagrante. Eles utilizavam o local para preparar, armazenar e despachar drogas sintéticas e skunk do tipo “Wolf” (uma maconha modificada e mais potente).
A estrutura impressionou as equipes: no apartamento foram apreendidas embalagens personalizadas, drogas acondicionadas a vácuo, selos identificadores, adesivos com marcas próprias, tabelas de preços, brindes de colecionador e caixas já prontas para serem enviadas para vários estados do país por meio de transportadoras e agências dos Correios. Cadernos com contabilidade detalhada, nomes de compradores de alto poder aquisitivo e endereços de entrega também foram recolhidos.
A pedido da Polícia Civil, a Justiça determinou o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados no valor de até R$ 15 milhões. Carros, celulares, computadores e fardos de drogas foram apreendidos.
A Operação Naufragium mobilizou 150 policiais e foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), através da 2ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (2ª DTE/Central). A ofensiva contou com o apoio de diversos departamentos da instituição baiana (DHPP, Deic, Draco, Depom, Dpmcv e Polinter) e das Polícias Civis de Sergipe, Rio Grande do Sul e São Paulo. Todos os presos e materiais foram centralizados na sede do Denarc, em Salvador.
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